Editorial

LiSBoA,
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Como acontece com a generalidade das grandes cidades do mundo, Lisboa depara-se com a escassez de oferta de casas com renda acessível. Responder a este problema é um desafio que exige de todos – poderes públicos e iniciativa privada – vontade, imaginação e sentido de justiça social. Cumprir o direito fundamental de acesso à habitação é não só um dever de cidadania solidária como também condição de equilíbrio numa cidade que se quer acolhedora, harmoniosa, diversa e em paz consigo própria. Quando tantas sociedades cedem ao medo e à intolerância, é necessário fazer de Lisboa uma casa aberta, onde todos caibam e todos não sejam demais na construção do futuro.

Quando tantas sociedades cedem ao medo e à intolerância, é necessário fazer de Lisboa uma casa aberta, onde todos caibam e todos não sejam demais na construção do futuro.

É essa cidade “casa aberta a todos” que os investigadores Sandra Marques Pereira e Jorge Malheiros
tão bem explicam num “debate” de leitura obrigatória.

Uma cidade respira com as suas gentes. De manhã à noite, são as pessoas que lhe dão vida. Percorrendo as artérias de Lisboa, as carreiras da CARRIS unem bairros e dão pulsar a este corpo. A aposta em transportes energeticamente mais limpos e sustentáveis, mais cómodos e eficientes, mais baratos e seguros, é também uma aposta numa cidade mais unida e solidária.

A Lisboa vibrante e irrequieta, hoje capaz de atrair as energias inovadoras de jovens de todo o mundo, sabe renovar-se todos os dias para afirmar a sua identidade de sempre, única e apaixonante.

Filomena Costa
DIRETORA